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terça-feira, 7 de setembro de 2010

TU TENS UM MEDO




CECÍLIA MEIRELES 



Tu tens um medo:
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que te renovas todo o dia.
No amor.
Na tristeza.
Na dúvida.
No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.

E então serás eterno.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Dedicação

Dedicação: "


Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry (29 de junho de 1900, Lyon – 31 de julho de 1944, Mar Mediterrâneo) foi um escritor, ilustrador e piloto da Segunda Guerra Mundial. Autor de O Pequeno Príncipe, de onde saiu a frase do post.

Adorei a frase. Um dos meus motivos pra gostar tanto desse blog.

Alguém já prestou atenção no nome de Saint-Exupéry? Acho que ele só soube dizer o nome completo lá pelos dez anos. E adorei Foscolombe, queria ter pra mim. Ceó Foscolombe Pontual, muito prazer.

Bom fim de semana para todos, excelente feriadão pra quem vai matar a segunda. Já eu, vou trabalhar no fim de semana e no feriado… sem reclamar, sem reclamar.

“Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que fez tua rosa tão importante.” Saint-Exupéry

"DE CEÓ PONTUAL.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

TUDO QUE PRECISO




Texto de Lena Gino


Tudo o que eu preciso 

Tudo o que eu preciso pra viver carrego sem ocupar as mãos. 
Tudo o que eu preciso pra ser feliz não se transporta numa caixa, não se guarda numa na bolsa, nem pesa nos ombros. Carrego comigo o que é possível pra me movimentar livre, nesse mundo tão cheio de coisas. 
As coisas que eu carrego não têm peso, nem forma, nem volume. 
São coisas que me alimentam sem que eu precise comer. Que me locomovem sem que eu precise caminhar.
Que me alegram sem que eu precise comprar. 
Carrego comigo a sabedoria herdada dos meus pais.
A dignidade conquistada com o meu trabalho.
As lições aprendidas na dor. 
O amor dos meus afetos. 
E a força da minha fé. 
Com isso eu posso ir mais longe do que qualquer viajante carregado de bagagem.
Assim fica mais fácil viver e andar por aí. 
Porque coisas ocupam espaços, atravancam caminhos, bloqueiam a visão. 
As coisas que não cabem no coração, pesam nos braços. 
Por isso eu carrego só coisas que caibam aqui, nos sonhos que eu inventei pra ser feliz. 

Com carinho, 
                        Lúcia Barros.