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domingo, 12 de junho de 2011

Como eu te amo

Bom dia!
Para os apaixonados que sabem ser sempre pouco o tempo que se fica junto, data especial! Dia dos namorados!
Quem tem um amor aproveite para cuidar, pois como sabemos todos, 'quem ama cuida'!
E se é bom namorar todo dia imagina no dia especial! 
Em meio ao egoísmo vigente onde, se não me agrada, afaga o ego ou dá lucro também não me interessa,não é fácil manter um relacionamento saudável investindo no outro.
Mas sem ceder na hora certa, colocar o outro como importante, não para servir, mas para ser, para somar, a busca sempre será vã. Quanto mais egocentrismo menos relacionamentos, em todos os âmbitos, produtivos, saudáveis, agradáveis, que fazem a vida vibrar.
Cuidar não é fácil, mas não há quem não queira ser cuidado.
Quando se quer a solidão total, a não interferência,(não há como relacionar sem interferir) descobre-se com a 'insustentável leveza do ser'. Uma bela expressão para uma  independente, mas, triste vida. Ou solidão.
Talvez não goste do poema, por falar de um amor oculto,mas não deixa de ser belo.
Abraço carinhoso e aconchegante, que com o friozinho que está fazendo, fica mais gostoso.Bom, eu gosto.
Boa semana também!




Como eu te amo


Gonçalves Dias
 

Como se ama o silêncio, a luz, o aroma,
O orvalho numa flor, nos céus a estrela,
No largo mar a sombra de uma vela,
Que lá na extrema do horizonte assoma;

Como se ama o clarão da branca lua,
Da noite na mudez os sons da flauta,
As canções saudosíssimas do nauta,
Quando em mole vaivém a nau flutua,

Como se ama das aves o gemido,
Da noite as sombras e do dia as cores,
Um céu com luzes, um jardim com flores,
Um canto quase em lágrimas sumido;

Como se ama o crepúsculo da aurora,
A mansa viração que o bosque ondeia,
O sussurro da fonte que serpeia,
Uma imagem risonha e sedutora;

Como se ama o calor e a luz querida,
A harmonia, o frescor, os sons, os céus,
Silêncio, e cores, e perfume, e vida,
Os pais e a pátria e a virtude e a Deus:

Assim eu te amo, assim; mais do que podem
Dizer-to os lábios meus, — mais do que vale
Cantar a voz do trovador cansada:
O que é belo, o que é justo, santo e grande
Amo em ti. — Por tudo quanto sofro,
Por quanto já sofri, por quanto ainda
Me resta de sofrer, por tudo eu te amo.
O que espero, cobiço, almejo, ou temo
De ti, só de ti pende: oh! nunca saibas
Com quanto amor eu te amo, e de que fonte
Tão terna, quanto amarga o vou nutrindo!
Esta oculta paixão, que mal suspeitas,
Que não vês, não supões, nem te eu revelo,
Só pode no silêncio achar consolo,
Na dor aumento, intérprete nas lágrimas.

De mim não saberás como te adoro;
Não te direi jamais,
Se te amo, e como, e a quanto extremo chega
Esta paixão voraz!