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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

OS CEGOS E O ELEFANTE




Olá!

É bastante conhecida esta metáfora.
Gosto muito dela. 
Me faz lembrar que quase sempre há algo maior que não consigo ver/perceber/entender. 
Que há muito mais coisas além do que sei ou, penso saber. 
Gosto desta perspectiva da diversidade para formar uma realidade, mesmo que não totalmente entendida.
Gosto de pensar que há muitos ângulos para observar uma situação, e que não adianta se impor para o outro. 
Que ouvir a outra parte pode ser uma boa oportunidade para crescer, para ampliar os limites da janela e apreciar com mais prazer o horizonte.
Que há a possibilidade de todos estarem certos e errados, sob uma certa perspectiva,  ao mesmo tempo. 
Que é importante ter alguém que consiga "ver" e acreditar no que diz. 
Que um líder precisa de sabedoria e voz ativa para comandar, tendo  conhecimento dos seus liderados.

Com carinho,
                                        Lúcia Barros






OS CEGOS E O ELEFANTE





 Certo dia, um príncipe indiano mandou chamar um grupo de cegos de nascença e os reuniu no pátio do palácio. Ao mesmo tempo, mandou trazer um elefante e o colocou diante do grupo. Em seguida, conduzindo-os pela mão, foi levando os cegos até o elefante para que o apalpassem. Um apalpava a barriga, outro a cauda, outro a orelha, outro a tromba, outro uma das pernas. Quando todos os cegos tinham apalpado o paquiderme , o príncipe ordenou que cada um explicasse aos outros como era o elefante, então, o que tinha apalpado a barriga, disse que o elefante era como uma enorme panela. O que tinha apalpado a cauda até os pelos da extremidade discordou e disse que o elefante se parecia mais com uma vassoura. “Nada disso “, interrompeu o que tinha apalpado a orelha. “Se alguma coisa se parece é com um grande leque aberto”. O que apalpara a tromba deu uma risada e interferiu: “Vocês estão por fora. O elefante tem a forma, as ondulações e a flexibilidade de uma mangueira de água…”. “Essa não”, replicou o que apalpara a perna, “ele é redondo como uma grande mangueira, mas não tem nada de ondulações nem de flexibilidade, é rígido como um poste…”. Os cegos se envolveram numa discussão sem fim, cada um querendo provar que os outros estavam errados, e que o certo era o que ele dizia. Evidentemente cada um se apoiava na sua própria experiência e não conseguia entender como os demais podiam afirmar o que afirmavam. O príncipe deixou-os falar para ver se chegavam a um acordo, mas quando percebeu que eram incapazes de aceitar que os outros podiam ter tido outras experiências, ordenou que se calassem. “O elefante é tudo isso que vocês falaram.”, explicou. “Tudo isso que cada um de vocês percebeu é só uma parte do elefante. Não devem negar o que os outros perceberam. Deveriam juntar as experiências de todos e tentar imaginar como a parte que cada um apalpou se une com as outras para formar esse todo que é o elefante.”