Bom dia!
Excelente semana!
Entre os muitos emails que recebo tem os que me fazem rir, os que me consolam, os que me advertem, me são úteis, me fazem melhor, e por aí vai. Tem, lógico, os que descarto. Entretanto alguns são realmente especiais e vale compartilhar, e entre eles este que meu amigo Zatônio me enviou a um tempão e estou querendo postar também há tempão.
Bem, chegou o dia.
Tenho o prazer de compartilhar com você algo que todos sabem, mas poucos vivenciam e que pode tornar a vida realmente especial ao se olhar e reconhecer que ética, não é só para um determinado lugar ou algumas pessoas. Ética, CERTO E/OU ERRADO, é para orientar a vida de todos nós o tempo todo.
Abraço a todos, e,especial para você Zatônio, obrigado.
James P. Lenfestey tinha 11 anos e, a cada oportunidade que surgia, ia pescar no cais próximo ao chalé da família, numa ilha que ficava em meio a um lago.
PRIMEIRA PESCARIA INESQUECÍVEL
A temporada de pesca começaria no dia seguinte, mas pai e filho saíram no fim da tarde para pegar apenas peixes cuja captura estava liberada.
O menino amarrou uma isca e começou a praticar arremessos, provocando ondulações coloridas na água.
Logo elas se tornaram prateadas pelo efeito da lua nascendo sobre o lago.
Quando o caniço vergou, ele soube que havia algo enorme do outro lado da linha.
O pai olhava com admiração, enquanto o garoto habilmente, e com muito cuidado, erguia o peixe exausto da agua.
Era o maior que ele já tinha visto, porém, sua pesca só era permitida na temporada.
O garoto e o pai olharam para o peixe, tão bonito,as guelras movendo para trás e para frente.
O pai então acendeu um fósforo e olhou o relógio.
Pouco mais de 10 da noite...
Ainda faltavam quase 2 horas para a abertura da temporada.
Em seguida olhou para o peixe, e depois para o menino, dizendo:
-Você tem que devolvê-lo, filho!
-Mas papai, reclamou o menino.
-Vai aparecer outro, insistiu o pai.
-Não tão grande quanto este, choramingou a criança.
O garoto olhou à volta do lago.
Não havia outros pescadores ou embarcações á vista.
Voltou novamente a olhar para o pai.
Mesmo sem ninguém por perto, sabia, pela firmeza em sua voz, que a decisão era inegociável.
Devagar, tirou o anzol da boca enorme do peixe e o devolveu à àgua escura.
O peixe movimentou rapidamente.
O corpo desapareceu.
Naquele momento, o menino teve certeza de que jamais pegaria um peixe tão grande quanto aquele.
Isto aconteceu a 34 anos.
Hoje o garoto é um arquiteto bem sucedido.
O chalé continua lá na ilha em meio ao lago, e ele leva seus filhos para pescar no mesmo cais.
Sua intuição estava correta.
Nunca mais conseguiu pescar um peixe tão maravilhoso como o daquela noite.
Porém, sempre vê o mesmo peixe todas as vezes que depara com uma questão ética.
Porque, como o pai lhe ensinou, a ética é simplesmente uma questão de CERTO e ERRADO.
Agir corretamente, quando se está sendo observado é uma coisa.
A ética, porém, está em agir corretamente quando ninguém está nos observando.
Esta conduta reta só é possível quando, desde criança, aprendeu-se a devolver
O PEIXE À ÁGUA.
A boa educação é como moeda de ouro:
TEM VALOR EM TODA PARTE.
Com carinho,
Lúcia Barros.