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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

A dor da alma

 
Olá!!!

Esta "prosa poética", como disse o próprio, é do meu amigo +manoel ferreira, escritor, poeta, filósofo, ...
Junto com o poema, vou compartilhar algo que me encanta no Manoel.  
Neste mundo tão competitivo, com tantos puxando o tapete, Manoel faz questão de elogiar os amigos. Não é bajular, é elogiar! Em público! 
Tem prazer em evidenciar as qualidades dos que lhe cercam. Quer que todos brilhem, e que os demais saibam e vejam isto. Sem inveja, ciúme ou mesquinharia. 
Manoel, com sua educação, carinho, carisma, conhecimento, cultura, amor, ética, e tantas outras coisas, conquista amigos e admiradores. Um motivo para que assim seja, é que sabe respeitar os que lhe cercam, sendo, naturalmente, respeitado também. 
+manoel ferreira, meu abraço carinhoso a você, amigo querido. Obrigada pelo lindo poema.


Com carinho,
               Lúcia Barros.


Meu amigo +manoel ferreira 


"A alma é a essência da dor por desejar o belo, a beleza que re-vela a vida, que mostra as esperanças de outros horizontes, uni-versos, que traz a fé no Amor que liberta, na Liberdade que manifesta o Amor? A dor é a essência da alma por inspirar buscas de alegria, prazer, contentamento, felicidade? O que são isto - a alma da dor, a dor da alma? A alma da dor dispensa palavras. A dor da alma traduz o Amor."  






Este é o poema que gerou o que está acima.




 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

FLOQUINHOS




 Olá!
 
Como os amigos são muitos, graças a Deus, eu trouxe uma plantação inteira de algodão, para distribuir floquinhos em abundância. 
Coisa boa é ter quem receba nosso carinho. Com tanta correria, desconfiança, mudança de valores, individualismo, estrelismo, ..., ter pessoas para se relacionar, é algo para ser valorizado. Afinal, como já disse alguém, que não me lembro, " o homem não é uma ilha", e isto, muitas vezes, só é notado quando se está sofrendo e sozinho. Investir nos relacionamentos é fundamental. Colher sem plantar, é algo que não funciona bem. Assim como colher bons frutos, semeando sementes ruins. Então, estou distribuindo floquinhos, a toda e qualquer pessoa que passar por mim. 
Um sorriso, já faz uma diferença enorme, no dia das pessoas. Distribua! Isto fala de você.

Meu carinho, todo especial para você,
                                                   Lúcia Barros.





Havia uma pequena aldeia onde o dinheiro não entrava.
Tudo o que as pessoas compravam, tudo o que era cultivado e produzido por cada um, era trocado.
A coisa mais importante, a coisa mais era o amor.

Quem nada produzia, quem não possuía coisas que pudessem
ser trocadas por alimentos, ou utensílios, dava seu
CARINHO.

O CARINHO era simbolizado por um floquinho
de algodão. Muitas vezes, era normal que as pessoas
trocassem floquinhos sem querer nada em troca.

As pessoas davam seu CARINHO pois sabiam que receberiam outros num outro momento ou outro dia.

Um dia, uma mulher muito má, que vivia fora da aldeia, convenceu um pequeno garoto a não mais dar seus floquinhos.

Desta forma, ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria o que quisesse. Iludido pelas palavras da malvada, o menino,
que era uma das pessoas mais popular e querida da
aldeia, passou a juntar CARINHOS e em pouquíssimo tempo sua casa estava repleta de floquinhos, ficando até difícil de circular dentro dela.

Daí então, quando a cidade já estava praticamente sem floquinhos,
 as pessoas começaram a guardar
o pouco CARINHO que tinham e toda a HARMONIA da cidade desapareceu. Surgiram a GANÂNCIA, a DESCONFIANÇA, o primeiro
ROUBO, ÓDIO, a DISCÓRDIA, as pessoas se XINGARAM pela primeira vez e passaram IGNORAR-SE pelas ruas.

Como era o mais querido da cidade, o garoto foi o primeiro a sentir-se TRISTE e SOZINHO,
o que o fez procurar a velha para perguntar-lhe e dizer-lhe se
aquilo fazia parte da riqueza que ele acumularia.

Não a encontrando mais, ele tomou uma decisão. Pegou uma grande
carriola, colocou todos os seus floquinhos em cima e caminhou por
toda a cidade distribuindo aleatoriamente seu CARINHO.

A todos que dava CARINHO, apenas dizia: Obrigado por receber meu carinho.

Assim, sem medo de acabar com seus floquinhos, ele distribuiu
até o último CARINHO sem receber um só de volta.

Sem que tivesse tempo de sentir-se sozinho e triste novamente,
alguém caminhou até ele e lhe deu CARINHO.

Um outro fez o mesmo...Mais outro... e outro... até que
definitivamente a aldeia voltou ao normal.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

LOJA DE MARIDOS pra relaxaarrrr!!!! kkkkkkk



 Olá!

E então meninas, que tal irmos às compras?
Mas é bom observar as regras para não perder esta oportunidade única e extraordinária!

Beijo para minha amiga Joelma, que me enviou o email. 


Com carinho, 
                      Lúcia Barros



LOJA DE MARIDOS

Foi inaugurada em New York , The Husband Store, uma nova e incrível loja, onde as damas vão escolher um marido.
Na entrada, as clientes recebem instruções de como a loja funciona:
Você pode visitar a loja
APENAS UMA VEZ!
São seis andares e os atributos dos maridos à venda melhoram à medida que você sobe os andares.
Mas há uma restrição: pode comprar o marido de sua escolha em um andar ou subir mais um.MAS NÃO PODE DESCER, a não ser para sair da loja, diretamente para a rua.

Assim, uma dama foi até a loja para escolher um marido.

No primeiro andar, um cartaz na porta:
Andar 1- Aqui todos os homens têm bons empregos.

Não se contentando, subiu mais um andar...

No segundo andar, o cartaz dizia:
Andar 2 - Aqui os homens têm bons empregos e adoram crianças.
No terceiro andar, o aviso dizia:
Andar 3 - Aqui os homens têm ótimos empregos, adoram crianças e são todos bonitões.
“Uau!”, ela disse, mas foi tentada e subiu mais um andar.

No andar seguinte, o aviso:
Andar 4 - Aqui os homens têm ótimos empregos, adoram crianças, são bonitos e adoram ajudar nos trabalhos domésticos.
“Ai, meu Deus”, disse a mulher, mas continuou subindo.

No andar seguinte, o aviso:
Andar 5 - Aqui os homens têm ótimos empregos, adoram crianças, são bonitões, adoram ajudar nos trabalhos domésticos, e ainda são extremamente românticos.
Ela insistiu, subiu até o 6º andar e encontrou o seguinte aviso:
Andar 6- Você é a visitante número 31.456.012 neste andar.
Não existem homens à venda aqui.

Este andar existe apenas para provar que as mulheres são impossíveis de agradar.

Obrigado por visitar a Loja de Maridos.

LOJA DE ESPOSAS
Posteriormente, abriu uma loja do outro lado da rua, a Loja de Esposas, também com seis andares e idêntico regulamento para os compradores masculinos.

No
1º andar, mulheres que adoram fazer sexo.

No
2º andar, mulheres que adoram fazer sexo e são muito bonitas.

Os andares
3, 4, 5 e 6 nunca foram visitados.
 


Ô raça pra se contentar com tão pouco!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Paciência Tem Recompensa

 

Olá!

Tempo é algo que todos dizemos ter pouco. Se não tomarmos cuidado, a urgência toma conta da vida, e, não investimos nenhum tempo no que realmente importa. No que vai fazer diferença na e para a vida toda. 
Precisamos "gastar" tempo com coisas que parecem bobas, mas, produzem o que de melhor há na vida; VIDA!

Quem me enviou por email, foi minha amiga Nancy Sampaio. Obrigada querida! Beijo!

Com carinho, 
                            Lúcia Barros.
 




No parque, uma mulher sentou-se ao lado de um homem.
Ela disse:
Aquele ali é meu filho, o de suéter vermelho deslizando no escorregador.

- Um bonito garoto - respondeu o homem - e completou:

- Aquela de vestido branco, pedalando a bicicleta, é minha filha.

Então, olhando o relógio, o homem chamou a sua filha.

- Melissa, o que você acha de
irmos?

Mais cinco minutos, pai. Por favor. Só mais cinco
minutos!

O homem concordou e Melissa continuou pedalando sua
bicicleta, para alegria de seu coração.

Os minutos se passaram, o
pai levantou-se e novamente chamou sua filha:
 - Hora de irmos,
agora?

Mas, outra vez Melissa pediu:
 - Mais cinco minutos,
pai. Só mais cinco minutos!

O homem sorriu e disse:
 - Está certo!

 - O senhor é certamente um pai muito paciente - comentou a
mulher ao seu lado.

O homem sorriu e disse:

- O irmão
mais velho de Melissa foi morto no ano passado por um motorista
bêbado,
 
quando montava sua bicicleta perto daqui.   Eu nunca passei muito tempo com meu filho e agora eu daria qualquer coisa por apenas mais cinco minutos com ele.

Eu me prometi não cometer o mesmo erro com Melissa.
 Ela acha que tem mais cinco minutos para andar de
bicicleta.
Na verdade, eu é que tenho mais cinco minutos para vê-lá
brincar...

Em tudo na vida estabelecemos prioridades.
 Quais são as suas?

Lembre-se: nem tudo o que é importante é prioritário, e nem tudo o que é necessário é indispensável!

Dê, hoje, a alguém que você ama mais cinco minutos de seu tempo.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Escutando...







"O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: “Se eu fosse você”. A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito. A fala só é bonita quando ela nasce de uma longa e silenciosa escuta. É na escuta que o amor começa. E é na não-escuta que ele termina. Não aprendi isso nos livros. Aprendi prestando atenção”.

[Rubem Alves - psicanalista, educador, teólogo e escritor brasileiro]

domingo, 3 de fevereiro de 2013

A caverna do tesouro

 

 Olá!

Gosto de ilustrações. Fixam-se na memória com mais facilidade ajudando a lembrar o assunto tratado. Espero que goste desta. É triste, mas, é um grande alerta.

 

Dinheiro, com certeza é importante, mas... será realmente o mais importante? 

Quantas vezes os valores são invertidos, e, descobre-se tarde demais, que as escolhas feitas não trouxeram a almejada felicidade. Que a simplicidade teria dado mais alegria, permitido aproveitar mais o que realmente importa, que são as pessoas.

 

Com carinho,

                                     Lúcia Barros  

 

A caverna do tesouro

 Autor desconhecido.

 

Uma mulher pobre passeava com seu filhinho num bosque quando ouviu um voz que vinha de dentro de  uma caverna:
- Aqui dentro há muito ouro, prata e pedras preciosas. Pegue o que quiser.

Meio desconfiada, olhou no interior da caverna e constatou que, de fato, ela estava recheada de tesouros insondáveis.
- Posso mesmo pegar o que quiser?
- Sim, mas, você poderá encher apenas uma sacola e terá apenas dois minutos para escolher o que quer levar. Depois deste tempo, saia correndo, pois a caverna se fechará para sempre com tudo que ainda estiver aqui dentro.

Premida pelo tempo e com tantas opções à sua frente, a mulher escolhia, juntava, trocava, destrocava, ajeitava os objetos na sacola, trocava novamente.
- Agora você tem apenas 10 segundos… 9, 8, 7…

Ela pegou mais umas pedras preciosas.
- 6, 5, 4…

Pegou mais uma bandeja de ouro e saiu correndo.



Já do lado de fora, ainda teve tempo de assistir a entrada da caverna se transformando num imenso paredão de rocha. Olhou a sacola, avaliou o que havia conseguido juntar e concluiu que agora era uma mulher rica e iria poder dar ao seu filho uma vida melhor…
- Meu Deus… meu filho! Meu filho, meu Deus, meu filho…


Na correria, esqueceu seu filho dentro da caverna. Para sempre!

Não deixe a correria da vida fazê-lo
se esquecer das pessoas que você ama.


Seja a vossa vida isenta de ganância,
contentando-vos com o que tendes;
porque ele mesmo disse:
Não te deixarei,
nem te desampararei.

Hebreus 13.5
Autor desconhecido. (Se souber quem é o autor, é só falar, que lhe será devidamente creditado.)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

O Martelo E A Bigorna

Olá!


O ódio ou o amor?
O que pode fazer com que  um casamento seja "até que a morte os separe"?
Ótimo texto do Rubem Alves.

Com carinho, 
                           Lúcia Barros.



De vez em quando o diabo me aparece e temos longas conversas.Devil

Em nada se parece com o que dizem dele: rabo, chifres, patas de bode e cheiro de enxofre. Cavalheiro de voz mansa e racional, bem vestido, apreciador de desodorantes finos, me surpreende sempre pela lógica dos seus argumentos. Nada de futilidades. Só fala sobre o essencial, estilo que aprendeu com Deus, nos anos em que foi seu discípulo. Percebi que era ele quando notei que trazia na sua mão direita o martelo e, na esquerda, a bigorna. Pois esta é a sua missão: martelar as certezas, ferro contra ferro, para ver se sobrevivem ao teste.

Já se preparava para dar a primeira martelada quando o interrompi:

- Que é isto que você vai bater? Acho que vai se partir em mil pedaços...

A coisa que estava sobre a bigorna me parecia feita de louça, um bibelô delicado e frágil, e lamentei que o diabo fosse esmigalhá-la.

- Não tenho outra alternativa - ele me respondeu. - É parte de uma aposta que fiz com Deus. Este bibelô delicado é o casamento. E você pode estar certo: não resistirá ao ferro do meu martelo!

Fiquei indignado que ele estivesse maquinando coisa tão perversa e passei ao ataque.

- Não é à toa que os religiosos dizem que você é o anti-Deus. Deus junta. Você separa! A sua bigorna já destruiu muitos lares!

Ele não tinha pressa. Descansou o seu martelo e me falou com voz imperturbada:

- Já estou acostumado às calúnias. Mas não existe coisa alguma mais distante da verdade. Se há uma coisa que eu desejo é um casamento duradouro, até que a morte os separe. Se ponho o casamento na bigorna é justamente para provar que a receita do Criador não funciona. A minha é muito mais eficaz.

Como o meu silêncio indicasse minha disposição em ouvi-lo, ele continuou a falar:

- Todo mundo sabe que, no início, eu era a mão direita de Deus. Estávamos de acordo em tudo. Ele mandava, eu fazia. Foi por causa do casamento que nos separamos. Até então trabalhávamos juntos. Quando Deus disse que não era bom que o homem estivesse só, e melhor seria que ele tivesse uma mulher, eu concordei. Quando Deus disse que esta união teria de ser sem fim, até a morte, eu aplaudi. Mas aí apareceu o pomo da discórdia. Para colar o homem na mulher, Deus foi buscar uma bisnaguinha de amor. Protestei. Argumentei:

- Senhor! Amor é coisa muito fraca, de duração efêmera! Quem é colado com o amor logo se separa!

Citei o poeta: "Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure!" Amor é chama tênue, fogo de palha. Não pode ser imortal. No começo, aquele entusiasmo. Mas logo se apaga. Chama de vela, fraquinha, que se vai com qualquer ventinho... Amor é bibelô de louça. Todos os amantes sabem disso, mesmo os mais apaixonados. E não é por isso que sentem ciúmes? Ciúme é a consciência dolorosa de que o objeto amado não é posse: ele pode voar a qualquer momento. Por isto o amor é doloroso, está cheio de incertezas. Discreto tocar de dedos, suave encontro de olhares: coisa deliciosa, sem dúvida. E é por isso mesmo, por ser tão discreto, por ser tão suave, que o amor se recusa a segurar. Amar é ter um pássaro pousado no dedo. Quem tem um pássaro pousado no dedo sabe que, a qualquer momento, ele pode voar. Como construir uma relação duradoura com cola tão fraquinha? Por isto os casais se separam, por causa do amor, pela ilusão de um outro amor. Qualquer tolo sabe que o pássaro só fica se estiver na gaiola. O amor é cola fraca para produzir um casamento duradouro porque no amor vive o maior inimigo da estabilidade: a liberdade. É preciso que o pássaro aprenda que é inútil bater asas. Um casamento duradouro é aquele em que o homem e a mulher perderam as ilusões do amor.

- Foi aí que nos separamos - ele continuou.

- Não porque discordássemos que casamento deveria ser eterno. É isto que eu quero. Nos separamos porque não estávamos de acordo sobre o que é que junta um homem e uma mulher, eternamente. Deus é um romântico. Eu sou um realista.

- Qual foi então a sua proposta? Que cola deveria ser usada?- perguntei, perplexo.

- O ódio. - respondeu ele. - Enganam-se aqueles que dizem que o ódio separa. A verdade é que o ódio junta as pessoas. Como disse um jagunço do Guimarães Rosa, quem odeia o outro, leva o outro para a cama. Diferente do fogo da vela, o fogo do ódio é como um vulcão. Não se apaga nunca. Por fora pode parecer adormecido. No fundo, as chamas crepitam. A diferença entre os dois? O amor, por causa da liberdade, abre a mão e deixa o outro ir. No amor existe a permanente possibilidade de separação. Mas o ódio segura. Não tenha dúvidas. Os casamentos mais sólidos são baseados no ódio. E sabe por que o ódio não deixa ir? Porque ele não suporta a fantasia do outro, voando livre, feliz. O ódio constrói gaiolas, e ali dentro ficam os dois, moendo-se mutuamente numa máquina de moer carne que gira sem parar, cada um se nutrindo da infelicidade que pode causar no outro. As pessoas ficam juntas para se torturarem. Não menospreze o poder do sadismo. Ah! A suprema felicidade de fazer o outro infeliz!

Com estas palavras ele tomou do seu martelo e voltou ao seu trabalho:

- Tenho de provar que eu, e não Deus, sou quem sabe a receita do casamento que só a morte pode separar.

Eu me persignei três vezes e compreendi que o inferno está mais perto do que eu pensava.

(Retorno e Terno)
Rubem Alves